sexta-feira, 7 de setembro de 2012
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
terça-feira, 4 de setembro de 2012
Vocação e Missão
Vocação significa “chamar”. Sendo assim, Deus chama a cada um de nós, convidando-nos ao serviço, à doação, à entrega. Nesse chamado, o que Ele mais quer é que nós estejamos junto d'Ele, de Seu Filho Jesus e do Espírito Santo, participando do amor dessa Família do céu e da nossa comunidade. Jesus nos chama, mas nos dá também os carismas e as qualidades de que precisamos para assumir esse chamado.
A palavra missão, significa "enviar". É Jesus quem nos envia, como Ele mesmo falou: “Vão e façam meus discípulos todos os povos, ensinando a respeitar tudo o que vos ensinei” (cf. Mt 28,19-20). Não existe chamado sem missão, como também não existe missão se não houver quem possa realizá-la.
Explicando melhor: a vocação, como vimos, é um chamado de Deus para servirmos a todos os irmãos. Esse serviço é a missão. Podemos concluir que vocação e missão não são a mesma coisa, mas estão ligadas, sendo conseqüência uma da outra.
Rezemos juntos, a oração pelas vocações:
Senhor da Messe e pastor do rebanho faz ressoar em nossos ouvidos teu forte e suave convite: “Vem e segue-me”. Derrama sobre nós o teu Espírito, que ele nos dê sabedoria para ver o caminho e generosidade para seguir tua voz. Senhor, que a messe não se perca por falta de operários, desperta nossas comunidades para a missão, ensina nossa vida a ser serviço, fortalece os que querem dedicar-se ao Reino na vida consagrada e religiosa.
Senhor, que o rebanho não pereça por falta de pastores. Sustenta a fidelidade de nossos bispos, padres, diáconos e ministros. Dá perseverança a nossos seminaristas. Desperta o coração de nossos jovens para o ministério pastoral em tua Igreja. Senhor da Messe e pastor do rebanho chama-nos para o serviço de teu povo. Maria, Mãe da Igreja, modelo dos servidores do Evangelho, ajuda-nos a responder o SIM. Amém.
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
Um chamado, uma resposta: Vocação
Descobrir sua vocação é um desafio e uma grande prova de fé para qualquer jovem. A vocação é uma resposta ao chamado de Deus, mas não são apenas os religiosos e consagrados que possuem uma vocação. Todos os batizados a recebem, e descobri-la é um caminho de experiências alegres, desafiadoras, que exige muita fé, entrega e renuncia, mas que proporciona a melhor das recompensas, a felicidade na vida eterna.
Os sinais enviados por Deus são simples, mas concretos. Por vezes temos a grande vontade que um anjo apareça para nós, assim como aconteceu o chamado de Nossa Mãe, a Virgem Santíssima. Mas Deus não grita nos nossos ouvidos, não manda bilhete, nem põem carta no Correio. O Chamado é sempre resultado de uma aproximação, entre duas vontades, despertado pela vontade de Deus e respondida pela pessoa escolhida.
O Espírito Santo nos manda muitos sinais, se formos capazes de ter a atitude de humildade e escutar, reconhecendo esses sinais em si, no nosso interior, através dos dons recebidos, dos acontecimentos, do ambiente e das pessoas com que convivemos ou que passam nas nossas vidas. A Igreja oferece ao jovem que está disposto a reconhecer estes sinais o acompanhamento vocacional, que é uma ajuda a quem busca a própria vocação.
O acompanhamento vocacional é um serviço proposto a quem se pergunta como descobrir dentro da própria história pessoal o plano de Deus, ajudando não só a conhecer a vontade de Deus, mas também a desejá-la, a ponto de escolhê-la pessoalmente, após tê-la amado
domingo, 2 de setembro de 2012
sábado, 1 de setembro de 2012
É interessante fazermos uma reflexão sobre a Grandeza de nossa existência motivada por Deus-Criador. Deus nos chamou a vida e nos deu muitas e diferentes características a fim de nos desenvolver e chegar a realização plena. Cada pessoa sendo única, mas todos vamos necessitar da relação com o outro para o sustento de nossa forma de ser.
Em nossas relações um elemento que se faz indispensável é a comunicação, pois ela é fonte básica no relacionamento e na unidade das pessoas. É também ela responsável pela transformação nos outros e também em nós. Ao se comunicar, nos expomos e apresentamos o que somos, e ainda nos colocamos abertos para receber o outro nas suas características.
E segundo o filósofo contemporâneo Emmanuel Mounier, o mundo dos outros não é um jardim de delícias, pois cada um tem uma formação, uma forma de ser, características e defeitos diferentes, em fim, uma personalidade única. Conviver e se relacionar com esse diferente é uma constante provocação à luta. É necessário fazer um jogo de equilíbrio onde se torna preciso impor e ceder. É preciso ir além, adaptar-se e essa adaptação não acontece de uma hora para a outra, precisa de tempo.
Na convivência deixamos transparecer o que somos e isso às vezes pode nos levar a fazer uso de máscaras a fim de não tornar conhecido o nosso interior. Nos refugiamos nos “porões” da impostura para fugirmos da verdade. Isso é dado quando somos incapazes de aceitar o que somos como nosso. Assim, buscamos nos esconder.
Um inimigo da comunidade é o individualismo que é um sistema que organiza o indivíduo partindo de atitudes de isolamento e de defesa. O interesse do individualismo é o homem sem laços, sem amizades e sem amor, sendo indiferente ao outro. Assim, queremos dizer que a comunidade não é apenas uma justaposição de seres isolados ou independentes, porque a comunidade vai mais além do que o simples fato de se juntar pessoas e juntas desenvolverem tarefas... “ O pertencer a um grupo, o fato de estarem juntos, não dão automaticamente uma carteira de espírito comunitário.”
A comunidade só vai existir a partir do momento em que os seus membros se infundirem uns nos outros. Quando não forem mais cinco, dez ou vinte, mas um só espírito e pensamento. Assim, a comunidade não é um lugar onde as pessoas são "mortas" ou "apagadas", mas muito pelo contrário, é onde elas se promovem plenamente. O termo "nós" referente a grupo tem a conotação de agrupamento de individualidade um pouco impessoal. Já, o nós comunitário só se realiza a partir do dia em que cada um dos membros descobrir cada um dos outros como uma Pessoa, e evocá-la, trata-la como tal, compreende-la como tal.”Com isso, dizemos que se torna impossível fundar uma comunidade sem que seus membros não se tornem um. Como diz São Paulo na sua carta a comunidade de Corinto: “De fato, o corpo é um só, mas tem muitos membros: e no entanto, apesar de serem muitos, todos os membros do corpo formam um só corpo.” São Paulo assim escrevia para expressar que a comunidade é uma, mas muitos e diferentes são os seus membros. Mas, infelizmente são poucas existentes pequenas comunidades (família, aldeia, comunidade de base,...) que conseguem assim viver ou ser.
Então, qual é a comunidade perfeita ou a ideal? Arriscamos-nos a dizer que é onde cada pessoa se realize plenamente na totalidade de sua capacidade. E o conjunto será formado pela conseqüência de cada particularidade. Os particulares, ou seja, as pessoas só podem e são unidas pelo amor, e não por um jeito forçado ou obrigado. O amor é algo espontâneo e leve, sem nenhum interesse vital ou econômico.
Na realidade, o que vemos e vivemos é o contrário. Quando vemos aumentar nosso espaço ou poder, já vamos distanciando dos demais, buscamos nos isolar. Já não nos preocupamos com o todo, mas exclusivamente com o nosso particular. Assim, passamos a não respeitar o espaço e vez do outro. Por isso, antes de se solicitar à capacidade máxima de cada um, é preciso formar a comunidade. Esta será sempre imperfeita, mas se fará constantemente. Quando no amor for sendo esculpido cada membro. A comunidade pessoal vai sendo determinada na relação. Mas sendo comunidades perfeitas não ocorreriam os conflitos, pois num plano espiritual, haveria uma colaboração natural dos membros da mesma. Todavia sabemos que isso não acontece que o conflito faz parte da vida comunitária, pois "...as pessoas não são puras: formam-se de indivíduos mais ou menos egoístas e anárquicos". Não estamos assim trabalhando com comunidade ideal, mas de certo modo com uma sociedade opressiva.
Assim, queridos irmãos, a comunidade tem a obrigação de buscar o bem pessoal de cada membro. E também, a pessoa deve sacrificar sua individualidade à essência primordial da comunidade, sem é claro, negligenciar o que se é. Portanto, cada pessoa é formada por uma estrutura dinâmica onde está encarnada num corpo e onde também participa da história em um contexto numa perspectiva comunitária. Portanto, é comunidade onde cada ser humano tenha espaço para se realizar plenamente na totalidade de sua capacidade.
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